Por: Cristiane Alves

O ano começou com o movimento sindical nas ruas em protesto contra as mudanças nas regras de benefícios como o auxílio-doença e o seguro-desemprego, instituídas por meio de medidas provisórias anunciadas pelo governo federal no final de 2014.

As mudanças impactam diretamente os trabalhadores e trazem de volta antigos problemas, como a possibilidade de o INSS firmar convênios com empresas para que estas realizem as perícias médicas.

Nos anos 1990, uma ideia semelhante chamada “convênio Prisma” prejudicou dezenas de trabalhadores, que tinham seus benefícios negados porque tais perícias não reconheciam os problemas de saúde dos trabalhadores. É o típico exemplo de quando se coloca a raposa para tomar conta do galinheiro. Ou seja, aumenta o controle das empresas sobre o destino dos trabalhadores, restringindo o acesso a seus direitos.

Frente a esses ataques, as centrais se reuniram com os ministros do Planejamento, da Previdência, do Trabalho e da Secretaria Geral reivindicando a retirada das medidas do Congresso Nacional, o que não foi atendido. Diante disso, agora, as centrais vão buscar alterar o conteúdo delas em negociação com os parlamentares.
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