Por: Auris Sousa

Até maio deste ano, a base territorial do Sindicato somou 1.673 cipeiros, segundo levantamentos da entidade. Destes 839 foram eleitos pelos trabalhadores os outros 834 foram indicados pelas empresas. Do total de cipeiros, 1.425 são homens, o restante são mulheres.

Na região, 239 empresas metalúrgicas possuem CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidente). Cabe lembrar que aquelas que contam com menos de 20 trabalhadores também devem indicar um trabalhador para observar as questões de saúde e segurança. O Sindicato procura acompanhar de perto a atuação e o trabalho de todos esses companheiros, por meio das atas, de reuniões, eleições, Sipats, fiscalizações, entre outras ferramentas.

Mas o cipeiro também pode procurar o Sindicato para esclarecer dúvidas do dia-a-dia, denunciar situações vividas nas empresas e compartilhar soluções.

Orival Vieira Porto está em seu sétimo mandato na CIPA da Belgo

Orival Vieira Porto está em seu sétimo mandato na CIPA da Belgo

De bem com a vida
Brincalhão, sorridente, extrovertido. São palavras que descrevem bem o cipeiro Orival Vieira Porto, conhecido como Tufão. É um dos 1.673 cipeiros metalúrgicos da região. Dom de um carisma marcante, ele encontrou em sua simpatia e na sua facilidade em se comunicar meios para se aproximar dos demais metalúrgicos e orientá-los sobre medidas que podem prevenir, reduzir e até eliminar acidentes e doenças no local de trabalho.

Em seu sétimo mandato na CIPA da Belgo e sendo o vice-presidente da comissão, que tomou posse no início de maio, ele resume que “ser cipeiro é ser responsável, participativo e ter disposição para ajudar e contribuir com a segurança no trabalho”.

Mesmo com experiência na função, Tufão admite que a cada ano aprende mais e a principal lição que tira de sua trajetória é que: “Prevenção e segurança é uma troca. Todos devem ter responsabilidades, caso contrário o mais prejudicado é o acidentado”.

Ciente que a segurança é um valor que todos devem desfrutar, ele brinca, mas sabe a hora de parar quando alguém não está munido de seu EPI (Equipamento de Proteção Individual) ou quando apresenta distração que podem provocar algum incidente. “Tem que saber abordar o companheiro. Chego na brincadeira e chamo a atenção”, explica.

Charles Ferreira Amaral está no seu primeiro mandato como cipeiro na Belgo

Charles Ferreira Amaral está no seu primeiro mandato como cipeiro na Belgo

Disposto a agregar
“Ser mais atento, mais responsável, pensar antes de agir e estar envolvido em tudo que está relacionado a saúde e segurança”, estes são os objetivos de Charles Ferreira Amaral, que desempenha seu primeiro mandato na CIPA da Belgo.

Com perspectiva de desempenhar um bom papel, ele espera poder levar o máximo possível de informações aos companheiros. Além disso, assume o compromisso de participar das reuniões da comissão e, quando necessário, relatar problemas e dar sugestões. Para ele ser cipeiro é “uma oportunidade de participar mais do processo valioso de proteção”.

Ele que só quer agregar com a segurança no local de trabalho, diz que o trabalho de cipeiro exige disciplina, mas que “é satisfatório você identificar um problema e saber que aquilo será revertido em melhorias”.

Persistente 

Após três tentativas, Arlenio Lima é um dos novos cipeiros da Belgo

Após três tentativas, Arlenio Lima é um dos novos cipeiros da Belgo

Persistente. É a palavra que define bem Arlenio Lima, um dos novos membros da CIPA da Belgo. Ele conta que foi eleito graças à sua persistência, isto porque só conquistou o título de cipeiro após três tentativas.

A persistência de Lima nasceu na vontade de colaborar com a preservação da integridade física e da saúde dos trabalhadores. Ele assume que tal tarefa não é fácil e que se deve ter um “olhar diferenciado” para os riscos existentes no local de trabalho, com o objetivo de apontar e sugerir medidas de prevenção e de correção dos possíveis riscos que podem tornar o trabalho perigoso. “Se o cipeiro não tiver este olhar diferenciado, se deixar acontecer um acidente por descuido, ele pode ser conivente com o problema”, enfatizou.

Por isto ele resume que um cipeiro atuante deve estar “de prontidão, de olhos abertos, ter dedicação e empenho para realizar a sua função de forma exemplar”.

Hábito de pensar na segurança
Para motivar os metalúrgicos a terem o hábito diário de pensar na segurança, todos os  dias e em todos os turnos, antes do início das tarefas, os cipeiros reúnem todos os trabalhadores para uma ginastica laboral, com duração e 10 a 15 minutos. Medida que colabora para prevenir lesões que podem ser provocadas por esforço.

“Este momento colabora para conscientizar os trabalhadores. Além dos movimentos, escolhemos um trabalhador para falar uma frase de qualidade e uma de segurança envolvendo o padrão operacional”, explicou Lima.