Por: Cristiane Alves

Paulo Rogério Chaves foi eleito cipeiro na Cipal quando cumpria aviso prévio

Paulo Rogério Chaves foi eleito cipeiro na Cipal quando cumpria aviso prévio

O conhecimento das leis trabalhistas, aliado a vontade de compor a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e a participação nas atividades do Sindicato foi a combinação necessária para que Paulo Rogério Chaves conseguisse fazer valer seu direito de concorrer na eleição da Cipa da Cinpal, mesmo estando em aviso prévio e, assim, provocasse uma reviravolta na rotina da empresa, na primeira quinzena de setembro.

Depois de 23 anos de Cinpal, o companheiro foi demitido e, no período de aviso-prévio, a empresa abriu as inscrições para eleição da Cipa. Foi negado a participação do trabalhador, que tinha direito de participar do pleito, já que ainda era funcionário. “O meu relacionamento com a empresa antes era bom. Mas nunca aceitei nada errado. Não precisava ter chegado a esse ponto”, lamenta o metalúrgico.

Paulo procurou o Sindicato, que contatou a Cinpal para solucionar o caso, mas não teve resposta, por isso entrou com uma medida cautelar na 2ª Vara do Trabalho de Taboão da Serra (SP). A Justiça determinou não só a reintegração que aconteceu em 11 de setembro, mas também o direito do companheiro participar da eleição da comissão.

Geremias, oficial de justiça, Everaldo e Marcel (esq. p/ dir.) garantem participação de Paulo na eleição da Cipa

Geremias, oficial de justiça, Everaldo e Marcel (esq. p/ dir.) garantem participação de Paulo na eleição da Cipa

No mesmo dia, Paulo foi eleito cipeiro com 116 votos, o mais votado. “As pessoas depositaram confiança em mim”, reconhece.

Mas, o trabalhador aponta como o principal motivo para que conseguisse reverter toda a situação o fato de ter informação a respeito de seus direitos obtidas dentro e fora da fábrica. “Na Cipa e na comissão de PLR, você tem acesso a diretoria. Também participo de todos os eventos do Sindicato que tenho a oportunidade”, afirma o trabalhador.

De volta a Cipa, Paulo analisa o papel que tem a cumprir perante os companheiros: “O maior desafio do cipeiro é ver a coisa errada e os responsáveis não fazerem nada. O cipeiro pode denunciar, fazer com que fique mais claro”, defende.