Por: Cristiane Alves

No último dia 1º, o companheiro Daniel de Oliveira, voltou a vestir o uniforme da Terex, graças ao trabalho do Sindicato. Embora estivesse em estabilidade, devido ao fato de ter sido cipeiro, o metalúrgico foi demitido pela empresa, em 2 de junho.

Daniel lutou para voltar a empresa

Daniel lutou para voltar a empresa

Ao trabalhador, a empresa alegou que a dispensa de Daniel – e de outros três companheiros demitidos em datas próximas – era devido à baixa demanda. Mas, para ele, os motivos foram outros. “O meu tratamento. Estou há um ano e meio em tratamento. Os outros companheiros já tinham sido afastado pelo INSS, já estavam fazendo fisioterapia. Não me deixa sombra de dúvidas de que o meu afastamento foi o meu tratamento”, desconfia o metalúrgico, que sente fortes dores no joelho esquerdo.

A demissão arbitrária ou sem justa causa é vedada pela NR 5 (Norma Regulamentadora que determina os direitos e deveres do cipeiro e das empresas). A garantia vale para o período de mandado e para o ano seguinte, enquanto o trabalhador usufrui de estabilidade.

Para abrir mão do direito, é preciso que o cipeiro escreva uma carta, na qual deixa claro estar ciente disso. Foi ai que a Terex se deu mal. “O Sindicato viu que a empresa não tinha depositado nem as férias nem o 13º referente ao período de estabilidade e eu teria de fazer uma carta abrindo mão da minha estabilidade”, conta Daniel.

O companheiro teve o apoio da diretoria para buscar ser reintegrado à empresa. “Não iria abrir mão de um direito conquistado”, afirma.

O Sindicato, então, colocou sua estrutura jurídica em apoio à diretoria, que negociou com a empresa o retorno de Daniel a empresa.

É preciso garantir o direito do trabalhador, e neste caso, dos cipeiros que atuam pela prevenção nas empresas. “A estabilidade serve para o cipeiro ter liberdade para atuar, de sinalizar antes possíveis riscos para que o acidente possa não acontecer”, avalia o diretor do Sindicato, Claudio Mattos.

O trabalho atendeu as expectativas do companheiro. “Se tivesse de dar nota de 1 a 10 é 10”, avalia Daniel.