Por: Auris Sousa

O fim da fase mais intensa de transmissão da dengue, que vai até maio, está próximo. No entanto, todo cuidado é pouco. A orientação é ficar de olho e agir para que o Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença, não se reproduza. A regra vale para todos os lugares até mesmo no trabalho.

Trabalhadores devem ficar de olho também no mosquito da dengue

Trabalhadores devem ficar de olho também no mosquito da dengue

Isto porque o risco de se contaminar pelo Aedes Aegypti no trabalho é muito grande, já que as pessoas passam a maior parte do dia nesse ambiente. Segundo o diretor de saúde da prefeitura Júlio Rezende Lopes, da Secretaria de Saúde de Osasco, o mosquito “tem hábitos preferencialmente diurnos, geralmente, atuam até às 19h”.

Ele orienta as fábricas da região a adotarem métodos preventivos contra a doença. “As empresas devem motivar seus trabalhadores a serem agentes contra a dengue. Eles devem prestar atenção se existe alguma peça, sucata ou local que podem ter acúmulo de água. Se isso for detectado, deve existir a eliminação deste acúmulo”, orienta.

Em casos de focos do Aegypti, o diretor aconselha uma dedetização com critério. “Se feito de forma errada, o fumacê pode provocar a mutação do mosquito. O ideal é pedir a orientação de um técnico e/ou especialista. Não dá para fazer sem apoio técnico”, alerta.

DengueMS 2013_Folder_15x21_FV_Portanto, companheiros, nunca é demais lembrar, que é imprescindível não permitir o acúmulo de água por mínima que seja. Até um simples vazo de planta pequeno, com água parada pode conter centenas de lavras da dengue. Por isso é essencial que, dentro e fora da empresa, exista a “fiscalização” para que os arredores se mantenham arejados e livres de criadouros.

Osasco em Alerta
Na região, Osasco é a cidade que enfrenta mais problemas com a dengue. Segundo a prefeitura, mais de 650 casos já foram registrados. Lopes conta que a maioria dos casos é do tipo 4. Mas isso não é uma realidade só da cidade, é o que acontece também em outros pontos do país.

Segundo o Ministério da Saúde, a dengue tipo 4, não é mais grave que os outros tipos (1,2 e 3) já constados no Brasil. No entanto que, “devido ao longo período em que o vírus da dengue 4 não ocorreu no país, a maior parte dos brasileiros não possui imunidade para este tipo da doença”, esclareceu em nota divulgada em 24 de março.

Segundo Lopes, para combater a proliferação do mosquito, a prefeitura realiza mutirões, e colocou agentes de saúde nas ruas para visitarem as residências. Nebulizações, pulverizações estão sendo realizadas nos bairros mais críticos. Além disso, folhetins informativos sobre a doença e combate foram distribuídos a população.