Por: Cristiane Alves

O olhar atento sobre a rotina de proteção adotada pelos companheiros de trabalho não tem limites. É o que se aprende ao conversar com o cipeiro Claudomiro Pereira Sampaio. Surdo, Claudomiro, faz desta uma qualidade na hora de defender a saúde dos companheiros na fábrica de Itapevi. ClaudomiroFicosa“Ajudo os surdos e aos outros. Se não tiver usando EPI [Equipamentos de Proteção Individual], cobro”, explica o baiano que deixou o posto de auxiliar de cozinha em outra metalúrgica e está há três anos na Ficosa.

Além de Claudomiro, trabalham na empresa outros cinco companheiros surdos e é com Claudomiro que eles contam para entender os direitos e deveres na área de segurança. A percepção do cipeiro foi importante, por exemplo, para identificar o defeito na máquina onde três surdos trabalham, em que a luz indicadora de problemas em peças estava com defeito. “Avisei o chefe e o pessoal da manutenção arrumou”, conta.

Este é o primeiro mandado de Claudomiro, mas ele já pensa em dar continuidade. “Quero fazer mais cursos, ter mais conhecimento, participar das atividades do Sindicato”, afirma. Mas o engajamento no trabalho na Cipa já conseguiu outro resultado: encoraja-lo para voltar a escola. “Vou voltar aos estudos, em Itapevi, perto de casa”, planeja.

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